Enfaixar o umbigo? Não pode. Funchicória? Melhor evitar. Chá? De jeito nenhum. Água? Também não. Deitar de bruços? Põe em risco a vida da criança. Andador? Pode ter traumatismo craniano. Talco? Provoca síndrome respiratória, resseca e pele e pode causar câncer!

Se você tem por volta de 30 anos e é mãe de primeira viagem, provavelmente sabe de todas essas coisas. Agora, se você tem mais de 40, deve ter caído para trás ao ler as linhas acima e há grandes chances de ter pensado em voz alta, enquanto lia: 'Fiz tudo isso com meu filho e ele não morreu!'.

De fato, a repórter que lhes escreve passou por quase todos esses procedimentos quando era bebê e está aqui, 'vivinha da silva', para contar história. Mas, se ao longo dos anos a medicina avança com o intuito de melhorar a vida das pessoas, por que insistir em métodos hoje vistos pelos médicos como desatualizados ou até prejudiciais? A verdade é que todas essas mudanças têm gerado pane na relação entre as novas mães e suas respectivas genitoras e sogras. Leia Mais
Postado em 05/08/2019

'Temos que nos livrar da carga negativa que envolve o fato de ser velho', diz geriatra Dentro da medicina, aponta duas distorções graves. “Os estereótipos relacionados à velhice podem levar a excessos no tratamento (“overtreatment”) ou, na ponta oposta, a subtratamentos (“undertreatment”). Ela gosta de contar a história de um homem de 90 anos que, ao se queixar de dor num joelho, ouviu do médico que o problema era compatível com a sua idade. “No entanto”, respondeu o paciente, “meu outro joelho tem a mesma idade e não me incomoda”. Um outro idoso foi levado às pressas para a emergência por causa de uma trombose, deixando para trás seu aparelho de surdez. No hospital, foi diagnosticado com demência porque não respondia às perguntas que, obviamente, não ouvia. “O sistema tem falhado com os mais velhos”, sentencia. Leia Mais

Postado em 05/08/2019