Postado em 09/09/2019

Maior árvore da Amazônia com 88 metros sobrevive às queimadas

Uma das árvores mais altas da região foi identificada por um sensor remoto no Pará em agosto e, quase por milagre, sobreviveu.

Maior árvore da Amazônia com 88 metros sobrevive às queimadas

Espécies mais antigas estão a salvo dos efeitos causados pelas queimadas que atingiram a Amazônia nas últimas semanas.

Uma das árvores mais altas da região foi identificada por um sensor remoto no Pará em agosto e, quase por milagre, sobreviveu.

A árvore da espécie Dinizia excelsa, também conhecida como Angelim Vermelho, tem 88 metros de altura e 5,5 metros de circunferência.

Como

Para encontrar esta árvore, uma equipe de 30 pessoas fez uma viagem de barco e depois a pé. Moradores locais, bombeiros e cientistas do Brasil e da Grã-Bretanha percorreram 230 quilômetros até à Floresta Estadual do Pará.

Até então, a árvore mais alta registrada media 70 metros.

Quando descobriram esta ‘gigante’ da Amazônia, ela estava totalmente intacta e preservada do incêndio.

A Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia do Amapá publicou os detalhes das pesquisas realizadas pela Universidade Federal dos Vales de Jequitinhonha e pelas universidades britânicas, Cambridge e Swansea.

Distância

Os incêndios originados há um mês, consumiram grande parte da Amazônia.

Entre as perdas causadas pela tragédia, cerca de 2.000 novas espécies, mais de 6 milhões de quilômetros quadrados de florestas num raio que abrange 350 grupos indígenas.

Embora essas perdas possam ter consequências complexas, algumas dessas árvores foram visualizadas e reconhecidas pelos sensores aéreos.

A distância dessas espécies em relação aos focos de incêndio fez com que permanecessem intactas sem risco à sobrevivência delas.

“A árvore está numa região cercada por dois grandes afluentes do Amazonas, os rios Parú e Jari.

Devido ao difícil acesso, a região não é visada por madeireiros, agropecuaristas, nem garimpeiros”, disse Eric Bastos Gorgens, professor da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, e coordenador da expedição.

Com informações do Nation e NIT Portugal


Fonte: Só Notícia boa