Os pais da soldado Gisele Alves Santana, morta em fevereiro com um tiro na cabeça, reagiram com revolta e indignação à decisão da Polícia Militar de São Paulo de transferir para a reserva o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso sob suspeita de feminicídio e fraude processual. O oficial, que é acusado de assassinar a ex-mulher, receberá cerca de R$ 21 mil mensais de aposentadoria.
Em depoimento enviado à TV Globo, o pai de Gisele, José Simonal Telles, criticou a medida e a rapidez do processo. “Você acha justo a população do estado de São Paulo pagar salário para um monstro desse, covarde que matou sua mulher e colega de farda porque disse não pra ele?”, questionou, pontuando em seguida que “para aposentar ele foi rápido, para a minha filha sobrou o caixão e o luto para a família”.
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