A mudança de comportamento veio antes do esquecimento. Na casa de Lúcia Helena Monteiro, a mãe passou a agir de forma diferente, com atitudes que a família não conseguia explicar. Sem informação e sem suspeitar de uma demência, o diagnóstico de Alzheimer só veio meses depois. Isso aconteceu há mais de 20 anos, quando o conhecimento sobre a doença era mais limitado. Ainda assim, o diagnóstico tardio é uma realidade que se repete em muitas famílias. De acordo com especialista entrevistada pela Tribuna, os sinais iniciais do Alzheimer ainda são frequentemente confundidos com alterações naturais do envelhecimento, o que dificulta sua identificação precoce.
A situação vivida pela família de Lúcia Helena afeta cada vez mais pessoas e se reflete também na rede pública de saúde. Dados da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Juiz de Fora (SS/PJF) mostram que, ao longo de 2025, foram registrados 176.829 atendimentos de pessoas em tratamento relacionados à doença, incluindo a dispensação de medicamentos e a realização de exames com Classificação Internacional de Doenças (CID) associada ao Alzheimer. Apenas em janeiro de 2026, já foram contabilizados 16.787 atendimentos, o que evidencia a existência de demanda por acompanhamento.
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