O debate sobre educação domiciliar (ou “homeschooling”, em inglês) voltou a tomar as redes sociais após um casal de Jales, no interior de São Paulo, ser condenado à prisão em regime semiaberto por educar as duas filhas (de 11 e 15 anos) em casa, e não na escola.
O colégio onde as meninas estudavam antes de aderirem ao “homeschooling” denunciou a família para o Conselho Tutelar, porque essa modalidade de ensino não é permitida no Brasil.
Os pais das alunas, no entanto, argumentaram que elas tiveram um desenvolvimento intelectual melhor do que o observado em sala de aula. Apresentaram 3.000 páginas de laudos e documentos para mostrar, por exemplo, que elas aprenderam latim, canto e piano e que leram, só em 2025, centenas de livros (6 mil páginas, no caso da mais velha, e 2.500, no da mais nova).
Após analisar o caso, o juiz afirmou que houve abandono intelectual, já que as duas irmãs estavam fora da escola, e decidiu pela condenação dos pais a 50 dias de prisão em regime semiaberto.
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