À espera do quarto bebê, a mãe solo Glenda Maria Vieira Silva, 37 anos, espera no futuro ter uma casa para criar os filhos, mas a sensação é de incerteza. Quase cem dias depois das chuvas que desalojaram cerca de nove mil pessoas em Juiz de Fora, 65 famílias como a da ex-moradora do Bairro Linhares seguem vivendo em quartos de hotel pagos pelo poder público, outras 80 ocupam apartamentos alugados pela Emcasa e, fora das planilhas oficiais, um número ainda desconhecido de famílias retornaram – ou não saíram, das áreas de risco.
Após ter que sair de casa com as três filhas – de 9, 5 e 3 anos – e o bebê na barriga, Glenda foi levada com as filhas para a Escola Municipal Áurea Bicalho onde permaneceu por cerca de 20 dias até ser novamente encaminhada a outra moradia provisória. O hotel onde está – um dos seis que estão acolhendo os desabrigados – chegou a receber 90 pessoas, dessas, 66 já foram embora. Agora, sentada no refeitório do local, Glenda desabafa que aguarda sua vez para poder, enfim, tentar recomeçar sua vida em uma moradia permanente. A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) informou que existe a previsão de reassentamento definitivo para as famílias atingidas por meio do programa Compra Assistida, modalidade do Minha Casa Minha Vida, da Caixa Econômica Federal.
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