A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, do Ministério Público Federal (MPF), inseriu oficialmente o ex-presidente da República Juscelino Kubitschek na lista de vítimas da ditadura militar (1964-1985). “Nós temos a honra de comunicar que hoje houve o reconhecimento da condição de morte não natural, violenta, causada pela perseguição política do Estado brasileiro em relação à pessoa do ex-presidente Juscelino Kubitschek”, disse a procuradora Eugênia Augusta Gonzaga, que preside a comissão.
Durante coletiva de imprensa, o relatório aprovado pela comissão foi apresentado com evidências de que o ex-presidente foi assassinado em 1976 e não vítima de acidente de carro — conforme sempre foi dito. Agora, o grupo vai expedir um comunicado oficial à família de JK e, caso não haja oposição familiar, dará seguimento ao processo de retificação da certidão de óbito.
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